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Ella Link e EMACOM lançam “Ella Link GeoLab”

Ella Link e EMACOM lançam “Ella Link GeoLab”

Pela primeira vez, um cabo submarino de telecomunicações vai incluir uma infraestrutura para o estudo das condições do solo oceânico. “Ella Link GeoLab” vai oferecer à comunidade científica europeia dados atualizados em tempo real.

 

O Grupo EllaLink e a EMACOM – Telecomunicações da Madeira anunciaram hoje a criação de uma infraestrutura dedicada ao envio de dados em tempo real sobre as condições do solo oceânico – o “EllaLink Geo Lab”. Esta informação será chave para “compreender o futuro do nosso planeta”, realçam, destacando as aplicações destes dados em áreas como sismologia, vulcanologia, ecologia marinha, por exemplo. 

 

A infraestrutura apresentada integra, como tecnologia-base, um sensor acústico distribuído que utilizará fibra dedicada do sistema de comunicação Ella Link, na região da Madeira. Desta forma, o sensor recolherá dados ao longo do trajeto do cabo submarino, que serão depois transmitidos para a costa, sem qualquer impacto no tráfego de telecomunicações ou no desgaste do equipamento.

 

A comunidade científica europeia terá assim acesso aos dados gerados no EllaLink Geo Lab. Tendo em conta que esta estrutura será instalada na plataforma continental portuguesa, o projeto conta com a colaboração da GÉANT e da Unidade de Computação Científica Nacional (FCCN) da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

 

O vogal do Conselho Diretivo da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), Nuno Feixa Rodrigues, destaca o “Ella Link GeoLab” como “muito mais do que apenas uma infraestrutura científica sofisticada”. “É um desafio científico ligado a várias áreas do conhecimento”, realça, sublinhando o compromisso da FCT em “apoiar e dinamizar a comunidade científica nacional e internacional para concretizar esta ambição”.

 

Já para o CEO do Grupo Ella Link, Philippe Dumont, a informação recolhida por esta estrutura é essencial para compreender “um tempo de constante mudança ambiental”, sendo que existem informações essenciais que podem ser recolhidas através da análise do solo oceânico. “Estamos orgulhosos por liderar o caminho para uma nova era em que os sistemas de cabos submarinos apoiam este avanço científico”, reforçou.

 

Recorde-se que o cabo submarino Ella Link fará ligação entre a América do Sul e a Europa, com os pontos de entrada a serem instalados em Sines e em Fortaleza, no Brasil. As previsões apontam para que esta estrutura entre em atividade no primeiro quadrimestre de 2021. Para mais informações, visite: https://ella.link/