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“No Estúdio FCCN, encontrei tudo o que necessitava”

“No Estúdio FCCN, encontrei tudo o que necessitava”

O projeto de narrativa imersiva do iNOVA Media Lab, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, contou com a colaboração do Estúdio FCCN na captura de imagens para realidade aumentada. Um dos responsáveis do projeto, Paulo Alexandre Oliveira, explica as principais características do Dreamscape e a importância da tecnologia disponibilizada pela Unidade de Computação Científica.

Pode descrever-nos o projeto Dreamscape?
O projeto consiste numa aplicação de audio aumentada que criámos para estudar um pouco a tecnologia de audio a 360º. Nasceu depois da marca Sennheiser lançar um concurso internacional para projetos inovadores onde a narrativa fosse condutora. Na altura, pensámos em fazer um projeto baseado num portal – daí o nome Dreamscape. Quando o utilizador abre a aplicação, vê o espaço que o rodeia e é transportado para um mundo diferente ou uma dimensão paralela. Neste espaço virtual, pode explorar o contacto com personagens “pouco amistosas” (risos) que vão mexer com o seu lado sensorial.

A quem se destina este projeto?
O Dreamscape destina-se a todas as pessoas que tenham um smartphone. Numa primeira fase, a Sennheiser apenas disponibiliza a app para iOS mas estão a trabalhar para alargar também para Android. Qualquer utilizador, através do seu smartphone, pode aceder a esta experiência sensorial.

Porquê o conceito de “personagens pouco amistosas”?
Passa por explorar o nosso lado mais negro e os nossos medos. Como este é um portal para uma dimensão que não conhecemos, é interessante pegar nesta parte mística, porque mexe connosco e capta a atenção, de forma a tornar uma experiência interessante. É também importante referir que um dos parceiros do projeto é o INESC TEC, que trabalha a parte da programação: estão a dissecar o código e a preparar a estrutura da aplicação.

Para desenvolver este projeto, existem exigências técnicas que foram respondidas no Estúdio FCCN…
Sim. Uma das questões com que nos deparámos foi a necessidade de gravar os personagens não tendo fundo, ou seja, de forma a poderem coexistir, numa realidade virtual, com o utilizador. Já tinha feito uma visita ao Estúdio FCCN e ficaram-me na memória as condições existentes. Pareceu-me uma altura excelente para iniciar um contacto e fazer esta gravação. Esta é uma infraestrutura bastante útil e avançada. Aqui encontrei tudo aquilo que necessitava para poder levar a bom porto esta aplicação.

Diria que é um recurso que oferece uma extensão ao trabalho realizado no iNOVA Media Lab?
Perfeitamente. É um recurso que certamente iremos voltar a utilizar, por ser muito útil para os trabalhos que desenvolvemos no iNOVA Media Lab.

De que forma é que a FCHS encara esta ligação com a tecnologia?
A faculdade está completamente aberta aos novos media que têm surgido e expectantes quanto aos produtos que surgirão das mesmas. O iNOVA Media Lab é um dos laboratórios que opera nas instalações da FCSH e trabalha precisamente nesta área. Uma das suas missões passa por dissecar as novas tecnologias e apresentar novos produtos. Portanto, a faculdade está muito expectante em saber o que vai sair daqui.